“Para crianças, um livro é todo um mundo (...). Ainda acabo fazendo
livros onde as nossas crianças possam morar.” (LOBATO,
1951, p.293)
Certa
vez, ao ler tal afirmação de Lobato, embarquei numa espécie de “Túnel do Tempo”
e a deliciosa e saudosa viagem teve início quando ainda pequena, sem saber ler,
minha mãe me apresentou à “Reinações de Narizinho”. Toda noite (e/ou em tardes
chuvosas, comendo bolinhos de chuva), sentava-se ao meu lado com aquele enorme
livro, repleto de magia. Enquanto ela lia, sempre buscando a entonação mais
adequada a cada personagem, era como se um mundo à parte fosse criado, um mundo
mágico, cheio de incríveis aventuras, ou seja, naquele momento, de fato, eu
“morava no livro”. Aos quatro anos, quando passei a identificar o significado
daquelas letrinhas em sequência (aprendi a ler), não podia ser diferente,
ganhei de presente a coleção completa do Sítio do Pica-Pau-Amarelo. Que
maravilha! Que sonho! Agora, já como leitora, sentia mais forte ainda o imenso prazer em participar daquela
“brincadeira” de aprender, de adivinhar o que ia acontecer, mas principalmente,
sentia-me estimulada a fazer o que
mais apreciava, o “faz-de-conta”.
Comecei, tempos
depois, a perceber que também gostava muito de escrever. Ah! Quando a professora
solicitava uma daquelas produções de textos nas quais podíamos criar e/ou
recriar seres, lugares, situações... era a oportunidade que encontrava para
inventar novas aventuras. Até o texto final ficar pronto... Nossa!!! Quantas
folhas de rascunho!!! E que orgulho sentia quando este era considerado por mim
como acabado!! Tanto que fazia questão de lê-lo para meus pais, colegas,
professores.
É... Que mundo
maravilhoso de descobertas sempre encontrei nos livros.
Prof.
Adriana Santana
Minha experiência com a leitura vem de muito tempo. Quando criança e adolescente tive a grata satisfação de conviver com algumas pessoas que amavam ler e com isso, claro, apaixonei-me pelos livros. Meus pais, tias e avós faziam parte do círculo do livro, portanto, sempre compartilhavam obras e impressões. Eu e minhas irmãs sempre estávamos rodeadas de gibis e livro infantis.
Lembro-me de uma coleção de livros da Walt Disney, que existem até hoje, e eram de minha tia. Era um momento sagrado quando íamos à casa da minha vó e o folheávamos, pois ainda nem sabíamos ler, e as aventuras do Pato Donald, Pateta, entre outros personagens eram repetidas diversas vezes.
Também me fez recordar do 1º livro que ganhei de aniversário assim que aprendi a ler aos seis anos, intitulava-se CAZUZA, do escritor maranhense Viriato Corrêa , e que, apesar da dificuldade da leitura, esforçava-me a lê-lo por ter sido presente de uma pessoa muito querida, e por esse motivo, passou muitos anos como meu livro de cabeceira.
Lembro-me de uma coleção de livros da Walt Disney, que existem até hoje, e eram de minha tia. Era um momento sagrado quando íamos à casa da minha vó e o folheávamos, pois ainda nem sabíamos ler, e as aventuras do Pato Donald, Pateta, entre outros personagens eram repetidas diversas vezes.
Também me fez recordar do 1º livro que ganhei de aniversário assim que aprendi a ler aos seis anos, intitulava-se CAZUZA, do escritor maranhense Viriato Corrêa , e que, apesar da dificuldade da leitura, esforçava-me a lê-lo por ter sido presente de uma pessoa muito querida, e por esse motivo, passou muitos anos como meu livro de cabeceira.
Prof. Viviani de Godoy
Nenhum comentário:
Postar um comentário