segunda-feira, 17 de junho de 2013


Situação de Aprendizagem

(7o. ano)

               O trabalho tem seu início com uma sondagem, por parte do professor, para que este observe o que os alunos trazem como informação e conhecimento sobre o animal “avestruz”. Acompanhada de imagens variadas da ave (RETROPROJETOR), a conversa deverá esclarecer o que os jovens sabem quanto aos seus (ave) costumes, habitat, alimentação, tamanho etc.
                 Na seqüência, em uma roda de leitura, o educador questionará seus alunos com relação as suas expectativas e impressões sobre um texto cujo título é “Avestruz”.


Logo depois, após combinar um momento de silêncio com os educandos, o professor iniciará a leitura em voz alta do texto “Avestruz”, de Mário Prata, disponível em http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI45408-9531,00-AVESTRUZ.html. Tal leitura deverá ser corrida, sem interrupções. Ao término, ainda em roda, os alunos deverão comentar suas impressões do que ouviram, se a história veio de encontro as suas expectativas prévias, se gostaram (ou não), se relacionaram o texto com alguma história real que conhecem etc.


IMPORTANTE:
Neste momento, é de suma importância que o professor comente um pouco sobre suas próprias impressões de leitura; o que sente ao ler em voz alta; se gosta do texto lido; se tem o costume de ler em voz alta... Esses comentário terão como objetivo estimular os educandos a também lerem em voz alta.


               Retornando aos seus lugares, organizados em duplas ( o aluno com menor dificuldade junto com aquele que apresenta maior dificuldade), cópias do texto em questão serão distribuídas aos alunos que:
 ü  Primeiramente enumerarão os parágrafos;
 ü  O aluno com menor dificuldade lerá o texto para o colega;
 ü  Juntos, farão o levantamento de palavras desconhecidas (trabalho com dicionário);
 ü  Localização de informações explícitas distribuídas ao longo da história;
 ü  Inferência de informações implícitas distribuídas ao longo da história.




Com o intuito de trabalhar a questão da intertextualidade, o professor passará o vídeo do Pica-Pau (http://www.youtube.com/watch?v=MHw5nnrsYAw), para que os alunos estabeleçam relação e o diálogo existente entre este o texto lido.








O profesor, então, em PowerPoint, apresentará à turma dez artigos dos “Direito dos Animais” que serão debatidos com a classe. (Disponível também em: http://www.culturamix.com/animais/quais-sao-os-direitos-dos-animais)









Em seguida, para refletir quanto ao aprisionamento de animais considerados domésticos, o professor realizará a leitura do texto “O canarinho belga”, além de uma “sessão pipoca” com o filme “Rio”.








Após tais momentos de reflexão, os educandos serão convidados a produzirem um texto da tipologia “relato”, sobre alguma situação envolvendo animal “preso” que tenham conhecimento e a pesquisarem, via Net (no Acessa Escola), notícias sobre maus tratos de animais e animais em extinção.




Todo trabalho será finalizado com a ida de alunos/professores ao Jardim Zoológico de São Paulo, onde além de conhecerem de perto inúmeras espécies (inclusive o avestruz, o canarinho belga e a arara azul – personagens dos textos trabalhados), também realizarão, em um trabalho interdisciplinar com Ciências, o preenchimento de ficha técnica com as informações do animal de sua escolha visto no parque e fotografá-lo.

FICHA TÉCNICA
NOME POPULAR:
FOTO
ANIMAL
NOME CIENTÍFICO:
ORIGEM:
HABITAT:
TAMANHO:
PESO:
ALIMENTAÇÃO:

           Tanto o relato, ficha técnica, quanto as pesquisas sobre maus tratos e animais em extinção, transformados em cartaz, serão apresentados, em exposição, às comunidades escolar e do bairro.





                Prof. Adriana Santana    







               

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Recordações que emocionam


“Para crianças, um livro é todo um mundo (...). Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.” (LOBATO, 1951, p.293)

          Certa vez, ao ler tal afirmação de Lobato, embarquei numa espécie de “Túnel do Tempo” e a deliciosa e saudosa viagem teve início quando ainda pequena, sem saber ler, minha mãe me apresentou à “Reinações de Narizinho”. Toda noite (e/ou em tardes chuvosas, comendo bolinhos de chuva), sentava-se ao meu lado com aquele enorme livro, repleto de magia. Enquanto ela lia, sempre buscando a entonação mais adequada a cada personagem, era como se um mundo à parte fosse criado, um mundo mágico, cheio de incríveis aventuras, ou seja, naquele momento, de fato, eu “morava no livro”. Aos quatro anos, quando passei a identificar o significado daquelas letrinhas em sequência (aprendi a ler), não podia ser diferente, ganhei de presente a coleção completa do Sítio do Pica-Pau-Amarelo. Que maravilha! Que sonho! Agora, já como leitora, sentia mais forte ainda o imenso prazer em participar daquela “brincadeira” de aprender, de adivinhar o que ia acontecer, mas principalmente, sentia-me estimulada a fazer o que mais apreciava, o “faz-de-conta”.
               Comecei, tempos depois, a perceber que também gostava muito de escrever. Ah! Quando a professora solicitava uma daquelas produções de textos nas quais podíamos criar e/ou recriar seres, lugares, situações... era a oportunidade que encontrava para inventar novas aventuras. Até o texto final ficar pronto... Nossa!!! Quantas folhas de rascunho!!! E que orgulho sentia quando este era considerado por mim como acabado!! Tanto que fazia questão de lê-lo para meus pais, colegas, professores.
                É... Que mundo maravilhoso de descobertas sempre encontrei nos livros.
Prof. Adriana Santana

              Minha experiência com a leitura vem de muito tempo. Quando criança e adolescente  tive a grata satisfação de conviver com algumas pessoas que amavam ler e com isso, claro, apaixonei-me pelos livros. Meus pais, tias e avós faziam parte do círculo do livro, portanto, sempre compartilhavam obras e impressões. Eu e minhas irmãs sempre estávamos rodeadas de gibis e livro infantis.
          Lembro-me de uma coleção de livros da Walt Disney, que existem até hoje, e eram de minha tia. Era um momento sagrado quando íamos à casa da minha vó e o folheávamos, pois ainda nem sabíamos ler, e as aventuras do Pato Donald, Pateta, entre outros personagens eram repetidas diversas vezes.
             Também me fez recordar  do 1º livro que ganhei de aniversário assim que aprendi a ler aos seis anos, intitulava-se CAZUZA,  do escritor maranhense Viriato Corrêa , e que, apesar da dificuldade da leitura, esforçava-me a lê-lo por ter sido presente de uma pessoa muito querida, e por esse motivo, passou  muitos anos como meu livro de cabeceira.
Prof. Viviani  de  Godoy